Nota sobre seu nome

É importante lembrar que o nome da autora é apenas
Joanne Rowling,
sem nome do meio. Rowling é pronunciado "roulim" e Joanne é pronunciado "Jouan" ou "Jouein". A abreviatura "K" é de
Kathleen, nome de sua avó preferida Kathleen Rowling, e foi escolhida na ocasião do lançamento do primeiro livro da série no Reino Unido, Harry Potter e a Pedra Filosofal, quando Christopher Little, agente literário da autora, e a Bloomsbury, sua editora, temendo que os garotos não leriam um livro escrito por uma mulher, pediram a Joanne que assinasse com as suas iniciais, não deixando transparecer que era uma mulher.
Joanne pensou em J.Rowling, mas não atendia ao pedido de duas iniciais da editora e por fim acabou homenageando sua avó, criando uma assinatura que ficou muito famosa a partir de então. Essa técnica já havia sido adoptada inclusive por Edith Nesbit, autora que influenciou J.K.Rowling.
Apesar disso, Joanne Rowling diz que todos a chamam de Jo Rowling, e que, quando criança, só era chamada de Joanne quando estavam muito bravos. Seu nome legal, como casada, é Joanne Murray.
(Logo abaixo sua assinatura).
A família Rowling

Peter John Rowling e Anne Volant conheceram-se no início dos anos 1960, numa viagem de trem da estação King's Cross em Londres - nome conhecido pelos leitores de Harry Potter - à Escócia, e logo iniciaram um relacionamento. Ambos eram da Marinha, mas quando Anne ficou grávida Pete conseguiu uma vaga de aprendiz na fábrica Bristol Siddeley, que tornou-se, mais tarde a Rolls-Royce.
Os dois casaram-se em março de 1965, na igreja All Saints Parish Church e mudaram-se para Yate, no condado cerimonial de Gloucestershire e em 31 de Julho do mesmo ano, no Yate General Hospital, nascia Joanne Rowling, que apesar de já ter declarado que nasceu em Chipping Sodbury, não é o que consta na certidão de nascimento, apesar de as duas cidades (Yate e Chipping Sodbury) estarem muito próximas: quase não se sabe onde começa uma e termina outra.
Quase dois anos depois, em junho de 1967, Anne teve a segunda filha, Dianne Rowling, que nasceu em casa.
Joanne diz que Dianne sempre foi mais bonita que ela, com seus cabelos e olhos escuros, e que ambas brigavam muito quando crianças, "como dois gatos selvagens presos numa mesma gaiola apertada".
Sobre os avós de Joanne, é fato que os paternos eram de longe seus favoritos: Kathleen Ada Bulgen Rowling e Ernest Arthur Rowling eram proprietários de uma mercearia na qual as netas brincavam. Kathleen morreu quando Joanne tinha 9 anos, e deixou uma neta que a amava muito e que mais tarde escolheria seu nome para figurar o "K" de J.K.Rowling.
Os avós maternos das meninas eram Stanley George Volant e Freda Volant (Louisa Caroline Watts Freda Smith, seu nome completo de solteira), que Joanne descreveu como um "casal infeliz". Entretanto, os dois avôs, Stanley e Ernie, eram por ela considerados grandes homens, que emprestam seus nomes aos condutores do Nôitibus Andante.
Uma nova família
Rowling

J.K.Rowling conheceu o médico anestesista Neil Michael Murray na casa de um amigo comum, e os dois apaixonaram-se. Ele era recém-separado e ela, apesar da filha, tivera muitos problemas em seu casamento. Mesmo assim, os dois se casaram no dia 26 de Dezembro de 2001. Pete e Dianne Rowling estavam lá.
O casamento aconteceu na luxuosa propriedade do século XIX, Killiechassie House, em Perth and Kinross, Escócia, comprada pela escritora em 2001. Rowling também comprou uma casa em Merchiston, Edimburgo, e uma casa em estilo georgiano em Londres.
Com Neil, Joanne teve dois filhos: David Gordon Rowling Murray, nascido em março de 2003 e Mackenzie Jean Rowling Murray, nascida em janeiro de 2005. Harry Potter e a Ordem da Fênix foi dedicado a Neil, Jessica e David, e Harry Potter e o Enigma do Príncipe, a Mackenzie.
J.K.Rowling também tem dois cachorros, um Jack Russell terrier e mais recentemente ela adotou uma cadela de um canil (o Greyhound Rescue Fife) para onde também doou cerca de mil libras.
Sonhos no papel

Joanne tinha dois nomes de agentes literários. O primeiro devolveu os originais do livro muito rapidamente, e o segundo faria o mesmo se a mão de Briony Evens, funcionária de Christopher Little, não tivesse resgatado o manuscrito da caixa de devolução. Briony pediu autorização do chefe para tentar publicar o livro, e então escreveu a Joanne pedindo-lhe o restante do livro. Muitíssimo feliz, Joanne enviou-lhe o restante.
Depois de muitas recusas de outras várias editoras (o número é incerto, e já variou de 8 a 12 editoras), os originais foram parar na Editora Bloomsbury, nas mãos de Barry Cunningham, à época coordenador da recém-criada, e não tão prestigiada, divisão de livros infantis, que decidiu publicar o livro. Aparentemente, essa decisão também foi influenciada por Alice Newton, filha do diretor-executivo da Bloomsbury, que gostou do livro. Na divisão infantil trabalhavam Rosamund de la Hey e Sarah Odedina, que ajudaram Rowling e tornaram-se suas amigas. Barry não trabalha mais na Bloomsbury. Seu lugar foi ocupado por Emma Matthewson.
Christopher Little então pediu que Joanne assinasse com suas iniciais. Nesta ocasião, Joanne Rowling agregou, como nome do meio, o nome da avó, Kathleen, originando a famosa assinatura J.K.Rowling.
Entrementes Barry Cunningham a aconselhou a arranjar um trabalho, e Joanne conseguiu um emprego na Academia de Leith, como professora de francês, e conseguiu uma bolsa de oito mil libras esterlinas do Conselho Escocês de Artes, devolvendo parte do prêmio depois do sucesso de sua série. Mas nesta época ela esteve sempre esperando pela publicação de Harry Potter e a Pedra Filosofal, que ocorreu em 30 de Junho de 1997. A primeira edição foi pequena, 1000 exemplares, 500 dos quais para bibliotecas. Atualmente um exemplar desses alcança o valor de 25000 libras.
Logo de início o livro esteve entre os mais vendidos. Com o dinheiro que ganhou pelos direitos no início, Joanne comprou um apartamento mais espaçoso num lugar mais seguro para ela e a filha viverem, no número 19 de Hazelbank Terrace, em Edimburgo. J.K.Rowling, quando mudou-se dessa casa, deu-a de presente a uma mãe solteira da vizinhança, de quem se tornara amiga.
No ano seguinte, num leilão dos direitos do livro, Arthur Levine, da editora Scholastic Inc., ganhou-os pelo valor de 105 mil dólares. Nos Estados Unidos o livro teve o nome mudado de Philosopher's Stone para Sorcerer's Stone, fato que Joanne diz que teria lutado contra se na época estivesse em uma melhor condição. Ainda assim, J.K. é extremamente grata a Arthur Levine.
O sucesso do primeiro livro abriu as portas para o segundo, e desde então os olhos voltavam-se sempre para o lançamento do livro seguinte.
A revelação do nome do sétimo livro, em 21 de Dezembro de 2006, foi o prenúncio de que a série chegava de fato ao fim. Em fevereiro de 2007 apareceram as notícias sobre a assinatura que J.K.Rowling havia deixado em um busto no Hotel Balmoral, em Edimburgo, anunciando que num quarto daquele hotel ela havia terminado o livro Harry Potter e as Relíquias da Morte. Durante um ano enquanto finalizava o livro, ela permitiu que a filmassem para um documentário, que foi ao ar pela primeira vez em 30 de Dezembro de 2007. Esse documentário, chamado Um ano na vida de J.K.Rowling, ou no original J K Rowling
A Year In The Life, mostra diversos aspectos até então desconhecidos da autora. É possível ter vislumbres de sua mansão na Escócia, e ver J.K.Rowling reduzida a lágrimas ao retornar para o apartamento no bairro de Leith onde finalizara o primeiro livro da série, que completou uma década desde sua publicação.
Harry Potter
Já foi dito que a idéia de Harry Potter surgiu inesperadamente na mente de J.K. nos idos de 1990, durante uma viagem de trem. Os primeiros manuscritos foram rabiscados em papel barato, e escrever o livro ajudava Joanne a passar o tempo, numa época em que sofria com a depressão e uma vida pobre, mas amparada pela família e por amigos, em especial Sean Harris.
De fato, J.K. nunca esperou sustentar-se escrevendo livros, mas só o fato de ter seu livro publicado de verdade já era um sonho de infância realizado. O máximo que esperava era uma crítica favorável. Claro que nem ela, nem seu agente e tampouco seus editores imaginaram o estrondo que seguiu Harry Potter, e que fez a fortuna de J.K.Rowling. Lindsey Fraser, do Scottish Book Trust, uma organização que apóia e promove a leitura disse que "nunca poderia imaginar o que ia acontecer."
As ilustrações mais famosas são as de Mary GrandPré, e seus desenhos são utilizados nas capas de vários países, incluindo Brasil e Portugal. Thomas Taylor desenhou a capa do primeiro livro da edição britânica que também ficou conhecida, mostrando Harry com a cara confusa em frente ao Expresso de Hogwarts.
Inspirações

J.K. nunca disse todos os autores que a inspiraram, e muitos são baseados apenas em suspeitas de fãs. Quanto a livros infantis, ela menciona sempre
O Cavalinho Branco, de Elizabeth Goudge e os livros de Edith Nesbit. Um outro clássico para crianças que provavelmente inspirou Rowling é
O Vento nos Salgueiros de Kenneth Grahame. É possível perceber certas semelhanças de temperamento entre os personagens animais de Grahame e os humanos de Joanne, e esse é um dos livros infantis favoritos da autora, lido por seu pai quando ela ainda era criança.
A influência que vem de J.R.R.Tolkien e de seu amigo C.S.Lewis existe, mas é discutida. A biografia de J.K. afirma que ela adorava O Senhor dos Anéis e gostava de As Crônicas de Nárnia. Já um texto publicado na revista Time afirma que ela não terminou de ler nenhum dos dois.[35] Rowling disse em uma outra entrevista que leu O Senhor dos Anéis quando jovem, mas que a relação dessa obra com sua própria é "meramente superficial". Sobre essa influência, J.K. comenta:
"Penso que, se deixarmos de lado o fato de que os livros falam de dragões, varinhas mágicas e magos, os livros de Harry Potter são muito diferentes, especialmente no tom. Tolkien criou toda uma mitologia. Não penso que alguém possa dizer que eu tenha feito isso. Por outro lado, ele não criou um personagem como o Dudley Dursley."
Quanto a C.S.Lewis, ela afirmou que leu os livros e disse:
"Eu pensei no caminho para Nárnia através do guarda-roupas na cena em que dizem para Harry atravessar a barreira na Estação King's Cross - ela se dissolve e lá está a Plataforma Nove e Três-quartos, e o trem a Hogwarts."
Jane Austen, sendo autora preferida de J.K., foi confirmada como fonte: podemos perceber a ironia de J.K. assim como nos livros de Austen, e o final é sempre um mistério.
Podemos esperar influências de Jessica Mitford também. J.K.Rowling disse:
Sem dúvida a escritora mais influente para mim é Jessica Mitford. Quando minha tia-avó me deu Hons and Rebels quando eu tinha 14 anos, ela tornou-se imediatamente minha heroína. Ela fugiu de casa para lutar na Guerra Civil Espanhola, levando uma câmera que comprou com o dinheiro do pai. Eu queria ter coragem de fazer algo assim. Eu amo a forma como ela nunca superou certos traços adolescentes, mantendo-se verdadeira com suas convicções políticas (ela era socialista auto-didata) toda sua vida. Acho que li tudo que ela escreveu. Até dei seu nome a minha filha."
Sobre os nomes criados, J.K. disse que o Dictionary of Phrase and Fable é uma ótima fonte.
Essas são as mais claras (ou mais famosas) inspirações para a série Harry Potter. Claro que há outras, e aqui está-se falando apenas de livros e autores, e não do folclore sempre presente na obra nem tampouco das pessoas que inspiraram personagens e dos lugares que Joanne conheceu que refletiram-se nos lugares de Harry Potter.
Casas e escolas
à moda antiga

Os Rowling inicialmente moraram em Yate, mas quando a cidade avançou, os pais das meninas resolveram mudar-se para Winterbourne, para a rua Nicholls Lane, onde Joanne tomou gosto pela leitura. Perto da casa dos Rowling morava a família Potter, mas ao contrário do que foi espalhado, não há relação entre o filho Ian Potter e Harry Potter além do nome.
Em 1971, a pequena Joanne escreve seu primeiro livro: Rabbit, a história de um coelho chamado Rabbit, que pega sarampo e é visitado pela Miss Bee (Srta. Abelha), e foi nessa época que Joanne se matriculou em sua primeira escola, a St. Michael's Curch of England, perto de sua casa. Era um local agradável, uma escola à moda antiga da qual Joanne gostava muito.
Em 1974 a família Rowling mudou-se para a cidadezinha de Tutshill, para uma casa chamada Church Cottage. Curiosamente, Tutshill fica às bordas da Floresta de Dean, berço do escritor Dennis Potter.
Junto com a nova casa veio a nova escola, a Escola Tutshill, onde lecionava a professora Sylvia Morgan, uma mulher rígida e pouco querida. Joanne já se destacava pela inteligência. Ela diz em sua autobiografia que, talvez para compensar a beleza de Dianne, seus pais decidiram que ela deveria ser a filha inteligente.
A escola secundária (veja Sistema Educacional Britânico) que as pequenas Rowling freqüentaram era a Escola Wyedean, no vilarejo de Sedbury. Se a Escola Tutshill ficara para trás junto com Sylvia Morgan, Wyedean chegou com o professor John Nettleship, químico que inspirou o Professor Snape, e que àquela época tornou-se chefe da mãe de Jo e Di, Anne, que passou a trabalhar no departamento de Química da escola. Na Wyedean a professora Lucy Shepherd foi a preferida de Rowling. Competente, Lucy teve influência sobre a criativa Joanne, e é elogiada pelos próprios professores da escola.
O período que passou na Escola Wyedean deixou fortes lembranças: foi nessa época que Anne Rowling foi diagnosticada com esclerose múltipla, e foi aí também que ela conheceu Sean Harris, amigo a quem foi dedicado o segundo livro e dono do Ford Anglia original, a porta para o mundo de J.K. assim como o foi para Harry Potter. Segundo J.K.:
"Ele foi o primeiro dos meus amigos a aprender a dirigir, e aquele carro turquesa e branco significava LIBERDADE."
De Exeter a
Manchester

Joanne estava decidida quanto ao seu curso na faculdade: queria fazer Inglês. Ela disse que:
"Eu estudei francês, o que foi um erro; tinha sucumbido à pressão de meus pais [...]
Seus planos tinham fracassado porque seus pais aconselharam a filha a fazer algo que valesse a pena na questão profissional, mas ainda assim Joanne ingressou no curso de Francês e Línguas Clássicas da Universidade de Exeter.
Teve problemas de adaptação com o curso, mas foi menos "doloroso" do que o esperado. Fez seus amigos, e, ao substituir seu estilo inteligente por um visual mais chamativo, tornou-se popular entre os garotos. Foi durante seus estudos que ela decidiu ir à França dar aulas de Inglês, como parte do curso, e adorou a experiência. Em 1987 ela se formou na Universidade de Exeter.
Fez alguns trabalhos temporários, como secretária bilingüe e trabalhou na Anistia Internacional, no Departamento Franco-africano, época em que rascunhou um romance nunca publicado, e que era rabiscado em bloquinhos de papéis em bares, da mesma forma que foi Harry Potter em seu tempo.
Quando o namorado de Joanne em Exeter foi morar em Manchester, Joanne passou a procurar um apartamento lá, para morar perto dele, mas foi uma escolha errada, como se veria depois, embora J.K. tenha dito que "mesmo se pudesse, não voltaria atrás".[8] Para os fãs de Harry Potter, essa decisão talvez tenha sido boa: voltando para Londres após procurar sem sucesso um lugar para morar em Manchester, Joanne criou em sua mente (no momento só na mente, já que não tinha papel nem caneta, o que não é comum) um personagem que mudaria o curso da literatura juvenil. O trem em que ela viajava quebrara e Joanne utilizou-se desse momento para criar o que viria a ser um sucesso mundial. Os motivos são incertos, mas de acordo com J.K.:
"A idéia de Harry Potter surgiu de repente em minha mente [...] e nenhuma outra idéia tinha me animado tanto quanto essa."
Isso foi em Junho de 1990, quando os primeiros rascunhos de Harry Potter tomaram forma e no fim do mesmo ano, ela instalou-se em Manchester. Para passar o tempo, Joanne escrevia e os personagens de Harry Potter cresceram e amadureceram numa caixa de sapato.
Em 30 de Dezembro desse ano, Anne Volant, esposa de Pete, e mãe de Jo e Di, faleceu em casa depois de dez anos lutando contra a esclerose múltipla. O baque foi imenso. Joanne comenta:
"Foi um momento terrível. Meu pai, Di e eu estávamos arrasados; ela só tinha 45 anos e nunca imaginamos, provavelmente por não gostar nem de pensar na ideia, que ela poderia morrer tão jovem. Lembro-me de sentir [...] uma verdadeira dor no coração.
Depois do último adeus, Joanne voltou infelicíssima para Manchester, onde descobriu que o apartamento em que vivia fora assaltado, e depois de uma séria briga com o namorado, deu entrada no Bournville Hotel, na periferia da cidade. Foi no quarto desse hotel que surgiu o famoso esporte dos bruxos, o Quadribol.
Já não havia o que fazer em Manchester, e um anúncio que procurava professores de inglês foi o início da aventura de Joanne em Portugal.
Uma aventura no
Porto

Contratada para dar aulas de inglês em Portugal, no Encounter English, Joanne partiu da Inglaterra para a cidade do Porto, onde foi instalada num apartamento junto com duas outras professoras: Jill Preweet e Aine Kiely, mulheres a quem foi dedicado o terceiro livro, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Aos sábados as três iam divertir-se na discoteca Swing. Harry Potter não foi esquecido, e os rascunhos voaram junto com Joanne para o Porto.
Mas aconteceu de Joanne se deparar com um estudante português num bar, que lhe interessou, assim como ela a ele. Seu nome era Jorge Arantes. Joanne nunca falou detalhadamente sobre essa parte de sua estada no Porto, e muito do que se sabe vem do próprio Jorge.
Não demorou muito e os dois passaram a viver juntos, e Joanne ficou grávida, sofrendo um aborto espontâneo logo depois. Jorge pediu Joanne em casamento em agosto de 1992, mas o relacionamento tempestuoso, pontuado por brigas, fez com que o casamento perdesse o encanto, e Joanne ficou grávida novamente, enquanto Jorge mostrava-se cada vez mais ciumento e possessivo.
O bebê nasceu em 27 de Julho de 1993, e Joanne diz que foi a melhor coisa que já lhe aconteceu, mas o casal ainda brigava muito, e o ápice se deu quando Jorge a arrastou para fora de casa. Joanne conseguiu resgatar o bebê e não demorou a ir embora, deixando Porto para trás.
Rabiscando nos bares

Joanne voltou ao Reino Unido. O pai casara-se novamente, mas seu destino foi o lar da recém-casada irmã, em Edimburgo. Não ficou muito tempo lá, já que não queria ser um peso para a irmã.
E a pobreza tomou conta dela, e junto com a falta de dinheiro veio a falta de esperança, e Joanne caiu nas garras da depressão.
Ela e a filha mudaram-se para um prediozinho em Leith, um bairro da capital escocesa, onde vivia com a ajuda do governo, mas sentindo-se humilhada por estar neste estado. Conseguiu, através da lei, manter Jorge longe dela e da filha. Sean Harris ainda mantinha contato com Joanne, e lhe emprestou algum dinheiro.
Chega-se agora à parte mais conhecida de sua história: Joanne Rowling passeava com a filha no carrinho, e quando a menininha dormisse, ela ia até o Nicolson's, um bar que pertencia ao cunhado de Joanne, ou ao bar The Elephant House Café. Lá ela pedia um café e escrevia as histórias de Harry Potter até que a filha acordasse. A história de que não tinha aquecimento em sua casa e ia aos bares se aquecer é absurda. Não tinha computador, apenas uma velha máquina de escrever, onde datilografava as anotações. Além do Nicolson's, Joanne gostava de freqüentar o The Elephant House Café também.
Entre fins de 1994 e meados de 1995, ela conseguiu um emprego como secretária, foi aceita no curso para conseguir o registro que a habilitava a dar aulas e divorciou-se. Joanne Rowling estava preparando-se para as outras boas notícias que viriam a seguir.
Projetos sociais e
doações

A influência de J.K.Rowling, somada ao seu poder aquisitivo e à sua capacidade de escrever, esteve ocupada com projetos sociais com destaque para a MS Society Scotland, organização que ajuda portadores de esclerose múltipla, e o National Council for One Parent Families, que ajuda pais sozinhos, tornando-se embaixadora do Conselho.
Escreveu também dois livrinhos,
Quadribol Através dos Séculos &
Animais Fantásticos e Onde Habitam, que arrecadaram juntos £15.7 milhões, £10.8 milhões das quais doadas à instituição Comic Relief, que combate a pobreza. Além disso, Joanne doou £22 milhões para a mesma instituição.
Em 2006, Joanne foi até Bucareste, na Romênia, para arrecadar fundos ao Children's High Level Group, que difunde os direitos das crianças com deficiência mental na Europa e no mesmo ano doou uma grande soma para a construção de um novo Centro de Medicina Regenerativa na Universidade de Edimburgo.
Nos dias 1 e 2 de Agosto de 2006, Rowling leu juntamente com Stephen King e John Irving na Radio City Music Hall em Nova Iorque. Os lucros do evento foram doados para a Haven Foundation, para artistas incapacitados e sem seguro social, e para a ONG Médicos Sem Fronteiras.
Em Novembro de 2007 Joanne revelou ter escrito o livro The Tales of Beedle, the Bard. Esse livro tem um papel importante dentro da história de Harry Potter e as Relíquias da Morte. Esse livro teve uma edição limitada a sete livros, escritos a mão, com ilustrações da autora, encadernados em couro e com detalhes em prata e pedras semi-preciosas Seis foram dados de presente, e um deles foi leiloado, e a renda foi doada para crianças carentes. O lance inicial foi de sessenta e dois mil dólares, e foi de fato leiloado por um valor de quase 4 milhões de dólares, ou £1,95 milhões. Em Dezembro de 2008, Os Contos de Beedle, o Bardo, foi publicado para o público em geral. Novamente, o dinheiro arrecadado com os royalties do livro foi doado, dessa vez para o Children's High Level Group.
Plágio, processos e
acusações
Harry Potter tornou-se um livro muito impopular para muitos: grupos religiosos afirmaram categoricamente que os livros introduziam as crianças ao estudo da bruxaria e eram claramente satanistas. Em muitos lugares os livros foram proibidos como na escola St Mary's Island Church of England, e em outros até queimados.
Quando era Presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, o agora Papa Bento XVI condenou os livros.
Recentemente, uma mulher chamada Laura Mallory, mãe de quatro filhos, pediu a remoção dos livros nas escolas de Nevada, mas seu pedido foi negado nas suas duas tentativas.
Além dessas reclamações, J.K.Rowling sofre com acusações de plágio. A mais famosa é a do Caso N.K.Stouffer. No fim dos anos 1990, Nancy Stouffer, autora de livros infantis, declarou que J.K. havia plagiado seus livros The Legend of Rah and the Muggles (Muggles é uma palavra usada por Rowling) e Larry Potter and His Best Friend Lilly (Lily é o nome da mãe de Harry Potter). Ela foi à justiça pelo caso, processando a autora, a editora americana Scholastic e a Time Warner, mas perdeu e foi obrigada a pagar multa de US$50.000 por agir de má-fé, já que mentira sobre certos pontos e fraudara documentos e evidências. Em janeiro de 2004 Stouffer apelou, mas foi rejeitada novamente.
Em 2002, uma versão não autorizada e não assinada de Harry Potter, uma fanfic com o nome Harry Potter and Leopard-Walk-Up-to-Dragon, foi publicado na China. Os advogados de Rowling conseguiram uma ação contra os publicadores, quem foram forçados a pagar o prejuízo.
Os fãs de Livros da Magia, de Neil Gaiman, perceberam semelhanças entre Tim Hunter e Harry Potter. Os cabelos negros, os óculos redondos e a coruja foram o suficiente para J.K. ser acusada de plágio. No entanto, o autor das histórias disse que embora hajam semelhanças elas são muito superficiais e só mostram que ambos escrevem sob arquétipos iguais.